
Autor: Lauren Oliver
Editora: Intríseca
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Delírio aborda um tema comum de forma intrigante, inusitada e criativa: o amor, uma doença que, como tal, apresenta seus próprios sintomas e consequências. Amor Delira Nervosa é algo que a sociedade teme e aboliu a muito tempo com o que chamam de Intervenção. Ao completar 18 anos a pessoa é submetida a uma cirurgia que tem por finalidade extinguir a parte do cérebro responsável por esta doença, até lá muitas regras devem ser cumprida. Como em todo novo regime a sempre os revolucionários que se opõe as novas regras e são excluídos socialmente, conhecidos com Inválidos, que vivem ilegalmente as margens da sociedade.
Lena, está contando os dias para sua intervenção e morre de medo de contrair a doença é cumpridora das regras e se esforça para ter o futuro programado que tanto deseja, quando esse dia finalmente chega algo nada comum acontece em sua entrevista e um belo rapaz com um sorriso furtivo chama sua atenção...
Toda a narrativa foi bem trabalhada e muitos pontos atraem nossa atenção, analisamos seriamente e é possível chegar a conclusão que o amor é sim, a fraqueza da humanidade mas também, o que nos torna diferentes. A sociedade traduzida no livro é mais organizada e dedicada além de trabalhar melhor com a razão, todos tem um plano organizado de suas vidas e como já não existe amor, os casais são escolhidos por compatibilidade criando novos lemas, cantigas e até mesmo uma nova tradução bíblica. Tudo do antigo mundo é proibido e usado como forma de amedrontar e alertar as pessoas sobre o risco da doença e o quão fatal pode ser, tanto que, Romeu e Julieta passa a ser o conto de alerta mais conhecido durante os tempos sobre o quão a doença é fatal.
O grande questionamento da história não é se a personagem irá adquirir delira ou como teria sua vida afetadas mas, em como a sociedade pode se sentir segura vivendo com pessoas que não sabem o significado de empatia, totalmente sobre o controle do governo e se os Inválidos apareceram para nos mostrar um pouco do seu lado da história.
Não vou negar que concluir o livro arfando e espero ansiosa por talvez uma pequena incitação de rebelião no próximo livro. Como vemos no primeiro, apesar de todos serem submetidos aos métodos e os que são contra sofrerem rigorosos castigos há os simpatizantes que estão sempre dispostos a abrirem uma pequena fresta e m,atarem a saudade de antigos tempos.
Lena, apesar de confusa é uma personagem que promete evoluir e se fortificar ao longo do tempo e nos surpreender cada vez mais. Não nego que apesar de 'imunizados' esperava ver uma "epidemia" de amor delira nervosa e fiquei meio decepcionada por não acontecer.
Enfim, apesar de tudo, eu me apaixonei pela história e a devorei no mesmo dia em que comecei - isso tem acontecido com a maioria dos livros - fiquei completamente ansiosa para ler o segundo livro e especialmente curiosa sobre a personagem.
Li e recomendo.
Beijos, Milla Almeida.
Que diferente essa temática, Mila. Embora aborde um tema muito comum, foi tratado de forma que nunca tinha ouvido falar.
ResponderExcluirAdorei e vou querer conferir, sem dúvida.
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Obrigada. Foi o que realmente gostei no livro, tornar o trivial perigoso.
ExcluirAdorei! Sabe eu amo distopias e esta já esta na minha lista, eu adoro quando a sociedade regula relações e como existem diversas abordagem sobre isso! Adorei a resenha e estou mais convencida que preciso ler em breve!
ResponderExcluirBeijos Joi Cardoso
Estante Diagonal
Obrigada Joi. Tambem adoro essa sociedade transformada kkk.
ExcluirOi tudo bom?
ResponderExcluirNossa, eu não consegui ler esse livro inteiro, não sei, acho que estou acostumados com distopias de ação mesmo sabe?
http://penelopeetelemaco.blogspot.com.br/
Sei bem como é. Também estranhei bastante mas maio que já esperava por isso. Acredito que os proximos livros devem ter mais ação.
ExcluirBeijos.